Spring-Summer 2015

Como usar renda em roupas infantis?

O Reveillón já se aproxima, e haja pique para entreter a criançada durante as celebrações de um ano que está por vir. Os preparativos para os eventos de fim de ano incluem a busca de um “look” perfeito para as meninas valentes. Uma das opções mais chiques e singelas para este tipo de ocasião é a renda. Quer saber como usar a renda em roupas infantis? Veja as minhas dicas!

Da realeza às aldeias de pescadores

A renda pode ser confeccionada através da técnica de bilros ou da agulha. A renda de bilros, que surgiu na região de Flandres, na Bélgica, envolve a manipulação de diversos fios presos a um bilro. Ela foi trazida ao Brasil pelos portugueses e durante muito tempo foi a ocupação de freiras. Hoje ela é produzida, tradicionalmente, por mulheres de pescadores, tanto no Brasil como em Portugal. Já a renda de agulhas surgiu na Itália e é confeccionada através de laçados com um fio: uma extremidade é presa em uma agulha e a outra liga-se a uma base.

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Lion of Porches – FIMI S16

A renda tem um certo caráter monástico, e isto se deve à sua história. No século XVI, ela começou a ser usada por autoridades eclesiásticas, daí ela ser tão associada a batizados e casamentos. Ela foi exclusividade do clero e da realeza nos séculos XVII e XIX, até passar a ser gradativamente usada em babados, aventais, adornos para cabeça e enfeites para vestidos durante os séculos XVII e XVIII. Somente no século XX as rendas começaram a ser aplicadas em lingeries, ganhando, com o passar dos anos, a incorporação da Lycra para que também tivessem elasticidade.

Sofisticação para eventos festivos

A renda com brilho é a pedida certa para que a sua filha seja a estrela da noite nas comemorações de fim de ano. O brilho pode tanto ser incorporado à textura da renda como também pode vir em aplicações de pérolas e paetês ao longo dos desenhos.

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Fun & Fun – Pitti Bimbo 16

Delicadeza e conforto para roupas infantis

A renda é atemporal: um vestido de renda poderá ser usado em diversas ocasiões, ganhando uma carinha nova a cada acessório que for incorporado ao visual. Porém, para que a criança se sinta confortável na peça, procure pela renda chantilly, em algodão: ela é relativamente acessível, não possui alto relevo e é mais maleável. A renda de tule também pode ser interessante em sobreposições. Já a renda filé, feita à mão, é bastante adequada para ocasiões diurnas e despretensiosas, especialmente nos tons claros.

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Oca Loca – FIMI SS16

Valorize o artesanato brasileiro

Marcas como a Juliana Jabour e Iódice colocaram as rendas brasileiras como destaques em suas coleções de verão 2016, valorizando uma das maiores riquezas do artesanato nacional. Mas você sabe qual é a diferença entre a renda brasileira e a francesa? A estilista Martha Medeiros, em entrevista ao GNT, explica que a renda francesa segue um único padrão (report): ela começa e termina com um mesmo desenho. Já a renda brasileira, 100% manual e produzida no esquema slow fashion, muda de padrão ao longo da malha, começando com um tipo de desenho e terminando em outro.

Além de representarem a delicadeza e serem atemporais, as rendas são repletas de histórias e ainda trazem a riqueza do artesanato nacional para as roupas infantis em celebrações ou reuniões familiares. Se você gostou deste post, leia também as minhas dicas para planejar o Réveillon Kids!

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